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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

TEMPO

    

Quando foi a última vez que você contou seu tempo pelas suas conquistas? Dizem que o tempo voa e é ingrato...será?
    Nossos dias são todos iguais: 24 horas! Existem os que fazem essas 24 horas renderem e existem os que simplesmente esperam elas passarem. É assim durante toda a nossa vida.
    Ao acordarmos temos duas opções: fazer do nosso dia o melhor ou fazer dele só mais um, ou melhor, menos um! Dependendo da escolha que fizermos poderemos ou não fazer nossa vida valer a pena.
   Tudo é uma questão de escolha, e cada escolha pode mudar , para melhor ou pior, o resto das nossas vidas. Parece dramático, mas não é. Separamos nosso tempo em trabalho e descanso, semana produtiva e final de semana para se desligar da correria. E assim passam-se semanas, meses, anos e quando nos damos conta nossa vida não passou de um reloginho programado para trabalhar e descansar... e só. 
  Durante nosso dia de trabalho nos deparamos com várias pessoas, de personalidades diversas, umas fáceis de lidar e outras tantas um pouco difíceis de entender, e aí vem nossa primeira maneira de mudar: posso simplesmente tratá-las como uma peça do meu dia-a-dia, ou tentar me esforçar para aprender um pouquinho com a diferença de cada uma. Posso escolher entre me irritar e estragar o meu dia , ou treinar minha paciência! E como é gratificante perceber que o dia passou e você foi melhor do que no anterior! Ainda no meu trabalho, posso escolher entre viver para ganhar o dinheiro ou viver para trabalhar cada vez melhor. Quando escolho a primeira alternativa sempre me decepciono, SEMPRE! Porque o que eu ganhar nunca vai ser o suficiente, sempre colocarei metas mais altas e mais difíceis de alcançar em nome de um "conforto material" que nunca vou ter. Agora, quando escolho fazer o meu trabalho cada vez melhor, percebo que faço bem ao outro e, principalmente a mim mesmo.
       Durante o meu dia de descanso também posso fazer a diferença: posso escolher entre me afundar no sofá com a desculpa de que mereço um descanso depois de uma semana cansativa e estressante, ou posso passar o menor tempo possível parado. Movimentar-se...sair da inércia triste e desconcertante que faz com que meus dias se tornem vazios e sem sentido. Posso sair para estudar, para ver algo novo, visitar um amigo que precisa dos meus ouvidos, ou simplesmente observar o quanto a natureza e o mundo ao meu redor é lindo! Posso ainda, olhar as pessoas que me cercam e tentar perceber como eu posso fazer a diferença na vida delas. Pensar em dar sem receber nada em troca.
       Reclamamos de vidas monótonas, tempo escasso, correria, e quando temos uma hora que seja, disponível para fazermos algo novo, simplesmente arrumamos milhares de desculpas para deixá-la passar. Contamos o tempo pelas rugas, pelas oportunidades perdidas, pelas tarefas inacabadas ou pelos prazos que nos dão. Deixamos de lado , todos os dias, minutos preciosos que podem mudar o meu futuro porque ficamos lamentando um fracasso, relembrando defeitos e martirizando-se por não conseguir melhorar. E nossas conquistas? E os minutos que dediquei a algo bom? Por que insistimos em esquecê-lo?
             Nossa incrível capacidade de desperdiçar tempo só nos deixa anos luz atrás daqueles que o usa como aliado e que é capaz de entender que cada segundo usado para aprender, o que quer que seja, é um presente! E presente a gente não joga fora...

JULIANA

    

segunda-feira, 11 de julho de 2011

REVIRANDO O BAÚ

       

  Todos os dias, milhares de lindas histórias de amor acabam! Todas as juras  e todos os planos simplesmente deixam de existir. Restam as lembranças e as saudades. Mas amor acaba mesmo? 
         Aquela máxima de que tudo tem um começo e um fim nunca me convenceu. Para mim, o que é verdadeiro dura para sempre. Não é uma visão romântica da vida...pelo contrário: é fato! Amor de mãe e filho acaba? Então porque o amor, na sua versão romântica, tem que ter um prazo de validade? 
           O que passa é a paixão desenfreada, a posse, o querer ser dono de alguém que, um dia, se cansa de ser o objeto do outro. Você já pensou em quantas pessoas já passaram pela sua vida e foram embora? Quantas deixaram rastros? Quantas simplesmente foram esquecidas? E para quantas destas pessoas você jurou seu amor?
            Pois eu o convido a revirar o seu baú de memórias...
          Você será surpreendido pelo fato de que aquela pessoa especial ( pelo menos você julgava que ela o era) de repente possa ter virado apenas uma imagem de um retrato antigo. O tempo passou, você aprendeu a gostar de outras pessoas, a se amar, aprendeu que existem tantos lugares  para conhecer e tantas coisas novas para se fazer que todo aquele sofrimento pelo "amor" perdido passou. E melhor, você sobreviveu...
           Quem nunca teve vontade de surtar e sair gritando quando escutou de  alguém que o tempo é o melhor remédio, que tudo passa um dia? Mas o tempo cura tudo mesmo...cura e ensina que presentes não prendem amores, que ter ciúmes não é cuidar, e, acima de tudo, que amor não dói!
               Quando você remexe nas lembranças de uma história que te fez sofrer , irá perceber que, com o tempo, restaram apenas pedaços de papéis. Você relê cartas, revê fotos e quase não consegue entender porque sofreu tanto! Você é capaz de rasgar tudo como se rasgasse o jornal da semana passada...isso é amor? Não: isso foi paixão...avassaladora talvez, mas que acabou...passou. Vocês aprenderam um com o outro, inclusive que sofrimentos passam, e , se demoram a passar, é porque você não encontrou ainda o remédio certo. 
                Ninguém passa na nossa vida em vão, mas só permanecem nela os que nos despertam sentimentos nobres de respeito e admiração...e quem sabe: amor!


JULIANA
                

sábado, 30 de abril de 2011

QUANDO O AMOR RESISTE...



Todos os dias somos bombardeados por notícias ruins, discussões em casa, no trabalho, no trânsito... Acordamos desejando um dia lindo e tranquilo e muitas vezes voltamos para a casa com a sensação de que deveríamos ter ficado na cama. Escolhas difíceis nos são exigidas e muitas vezes fazemos as erradas. Vamos da alegria à decepção em minutos e nos sentimos um fracasso. Mas, quando tudo parece não ter mais sentido, alguém aparece e nos dá  um abraço, ou  uma palavra de conforto, ou apenas um sorriso. Alguém que nos ama, que torce para que possamos nos reerguer sempre e que conta com nossa força e perseverânça para acertar.
     Então, nos damos conta de que apesar de todas as dificuldades o amor ainda resiste, e que do nosso lado existem pessoas que sofrem tanto quanto a gente, mas que são capazes de escolher nos fazer felizes. São mães, pais, amigos ou irmãos, pessoas que a vida colocou em nossos caminhos e que nunca desistiram e nem desistirão de nos acompanhar. São homens ou mulheres que escolhemos para serem nossos companheiros e que, apesar de todas as diferenças, se adaptam e se esforçam para fazerem de nossas vidas histórias especiais.
      Quando o amor resiste ao tempo, à distância, aos impasses , quando ele resiste ao que mais nos incomoda - à rotina - ele nos dá força para seguir em frente. E não há nada de tão forte, de tão difícil e de tão medonho que seja capaz de minar a força e a esperança que ele nos permite alcançar. Porque quando nos sentimos só e sem força, é o amor que nos alimenta e nos faz resistir!  

quinta-feira, 3 de março de 2011

Dois ou um?


      Diante das últimas coisas que tenho visto e ouvido comecei a pensar que relacionamento bom é aquele em que existe uma pessoa só!
      Como é difícil entender o outro, como é difícil aceitar que apontem nossos defeitos, como é chato quando os outros parecem ter soluções para tudo e não conseguem resolver nenhum dos seus problemas! 
          Tudo fica mais complicado quando precisamos compartilhar nosso jeito de ser com outro alguém. Não é fácil entrar na rotina do outro e entendê-la logo de cara, muito menos aceitar de primeira os  seus defeitos e as suas manias, principalmente pelo fato de que sempre nos julgamos melhores do que o outro.
         Mas ficar sozinho resolve??? Se Deus quisesse que vivêssemos sozinhos teria feito todo mundo do mesmo sexo. Ainda assim, tenho certeza de que surgiriam os que formariam pares, criariam relacionamentos sérios e sairiam por aí reclamando do parceiro.
          Mulher reclama do homem relaxado, homem reclama da mulher reclamona, amiga reclama daquela que lhe roubou a paquera,o amigo daquele que não lhe apresentou a irmã gostosona, e por aí vai!
           Estar numa relação, seja qual for, nunca vai ser fácil! Ser paciente para muitos ainda é utopia...mas isso não justifica a fuga. Fugir de alguém por medo ou até por preguiça de tentar não nos faz mais espertos. Inteligente é aquele que se arrisca numa situação difícil e se esforça para transformá-la em fácil.
               Sejamos inteligentes então....vamos arriscar, vamos entrar de cabeça e tentar ser feliz! Se não der certo, outra relação vai aparecer,  amigos de verdade sempre estarão por perto. Pessoas boas existem aos montes...ficar com as ruins é escolha!




JULIANA

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

MULHERÃO

Peça para um homem descrever um mulherão.
Ele imediatamente vai falar no tamanho dos seios, na medida da cintura, no volume dos lábios, nas pernas, bumbum e cor dos olhos...
Ou vai dizer que mulherão tem que ser loira, 1,80 m, siliconada e com um lindo sorriso.
Mulherões, dentro desse conceito, não existem muitas: Vera Fisher, Malu Mader, Adriane Galisteu, Letícia Spiller, Lumas e Brunas.

Agora, pergunte para uma mulher o que ela considera um mulherão e você vai descobrir que tem uma em cada esquina...
Mulherão é aquela que pega dois ônibus para ir ao trabalho e mais dois para voltar e, quando chega em casa, encontra um tanque lotado de roupa e uma família morta de fome.
Mulherão é aquela que vai de madrugada para a fila garantir matrícula na escola e aquela aposentada que passa horas em pé na fila do banco para buscar uma pensão de R$ 240,00.
Mulherão é a empresária que administra dezenas de funcionários de segunda a sexta e uma família todos os dias da semana.
Mulherão é quem volta do supermercado segurando várias sacolas depois de ter pesquisado preços e feito malabarismo com o orçamento.
Mulherão é aquela que se depila, que passa cremes, que se maquia, que faz dietas, que malha, que usa salto alto, meia-calça, ajeita o cabelo e se perfuma, mesmo sem nenhum convite para ser capa de revista.
Mulherão é quem leva os filhos na escola, busca os filhos na escola, leva os filhos na natação, busca os filhos na natação, leva os filhos para a cama, conta histórias, dá um beijo e apaga a luz.
Mulherão é aquela mãe de adolescente que não dorme enquanto ele não chega. É quem, de manhã bem cedo, já está de pé, esquentando o leite.
Mulherão é quem leciona em troca de um salário mínimo, é quem faz serviços voluntários, é quem colhe uva, é quem opera pacientes, é quem lava a roupa para fora, é quem bota a mesa, cozinha o feijão e, à tarde, trabalha atrás de balcão.
Mulherão é quem cria os filhos sozinha, é quem dá expediente de 8 horas e enfrenta menopausa, TPM e menstruação.
Mulherão é quem arruma os armários, coloca flores nos vasos, fecha a cortina para o sol não desbotar os móveis, mantém a geladeira cheia e os cinzeiros vazios.
Mulherão é quem sabe onde cada coisa está, o que cada filho sente e qual o melhor remédio para azia.
Lumas, Brunas, Carlas, Luanas e Sheilas: mulheres nota 10 no quesito lindas de morrer, mas mulherão é quem mata um leão por dia!

MARTHA MEDEIROS

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

PERFEITO X POSSÍVEL



         Li uma coisa esta semana que me fez pensar bastante: devemos parar de procurar relacionamentos perfeitos e procurar os relacionamentos possíveis!
     Sei que a maioria vai relacionar esta frase com os relacionamentos amorosos, e não acho que isto seja um erro, mas vamos pensar grande: o que é o perfeito e o que é o possível nas nossas vidas?
    Nossa tendência é sempre idealizar as situações: quando crianças idealizamos nosso presente perfeito vindo dentro de uma super e imensa caixa decorada, e aí ganhamos uma roupa! Quando adolescentes idealizamos o cabelo perfeito, o corpo perfeito, a popularidade, e conseguimos, no máximo nos destacarmos entre nosso grupo de 3 ou 4 amigos. Mais velhos pensamos no emprego perfeito, no carro perfeito, no relacionamento perfeito e, às vezes, conseguimos um carro medíocre porque somos medíocres no nosso trabalho e tratamos quem nos atura todos os dias como um simples acompanhante.
         Deixamos de lado o possível, porque não conseguimos parar de correr atrás da perfeição...E o possível, meus caros, é o que conquistamos por merecimento, é o que satisfaz nossas reais necessidades. É O SIMPLES E O QUE ESTÁ AO NOSSO ALCANCE O TEMPO TODO!
        Talvez se eu tivesse ganhado o super presente dentro da caixa gigante hoje seria uma menina mimada que não sabe o valor de um presente dado com carinho. Se tivesse sido popular com o corpo e o cabelo perfeito, hoje não saberia o que é humildade. E por fim, se voltasse os meus dias à corrida desenfreada pelo emprego perfeito não teria meus dias de descanso, meu tempo livre, minha vida possível.
        Possível é o que eu não preciso lutar para mudar, é o que eu aceito mesmo não sendo perfeito, é o que eu respeito mesmo sem concordar. Deus nos deu a vida, e nos colocou diante de suas cartas para que possamos escolhê-las. Há os que descartam uma...e outra...e outra... procurando "aquela" ideal, e quando se dão conta, a ideal não veio! Há os que aprendem a combinar as cartas que lhes foram dadas, e entendem que isso é o melhor a ser feito, é o seu possível neste momento, e assim, VIVEM! Não questionam, não tentam mudar o baralho, simplesmente jogam , e bem, com as cartas que tem!
         VAMOS VIVER O NOSSO POSSÍVEL! A perfeição ainda não é qualidade de ninguém acessível!

JULIANA
        

domingo, 24 de outubro de 2010

Ponto de vista


    Quem nunca brincou com as formas das nuvens no céu? Eu já conheci gente que via um bloco delas e imaginava um carneirinho fofinho, outras que viam um leão monstruoso e feroz e ainda outras que viam 300 espartanos armados perseguindo o leão feroz e o pobre do carneirinho ( tudo isso na mesma nuvem!!!).
     Tem gente que vê o simples, tem gente que vê o medo e tem os que complicam tudo...Tem os que são capazes de olhar um jardim e admirar a beleza da rosas e os que só enxergam os espinhos.
    O que eu admiro de verdade são aquelas pessoas que foram capazes de mudar suas opiniões. Mudaram seus pontos de vista e passaram a encarar a vida de uma maneira mais leve. Não importa sob que meios chegaram a isto, o que importa é que mudaram!
     Agora, das que fazem do sofrimento meio de vida, eu tenho pena. Sabe aquelas pessoas que dá vontade de correr três dias quando a gente vê entrar no recinto? É, porque a gente já sabe que ela vai desfiar um rosário de sofrimentos quando a gente perguntar: tudo bem?
     Eu concordo com aquela frase: "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é", e também sei que cada um tende a transformar o seu sofrimento no maior e mais doloroso do mundo. Nunca, ninguém, vai admitir que o outro sofre mais. Somos egoístas e ponto. Mas daí a fazer disso o cenário principal da sua história já é demais!
    O bonito da dor é que ela nos faz aprender. Quem ainda não consegue enxergar o sofrimento como oportunidade não faz da sua vida uma história feliz.
       Tudo é uma questão de ponto de vista, eu sei. Tentar respeitar quem está a nossa volta é o desafio. Mas e você? Você vê o copo de água pela metade e acha que ele está meio cheio ou meio vazio? Vê a rosa ou os espinhos dela? Encara a chuva como fonte de vida e renovação ou só mais um obstáculo para te atrapalhar no caminho do trabalho? 


JULIANA

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Pra ser amigo de alguém


Pra ser amigo de alguém não é preciso ligar todos os dias, tampouco sempre convidar pra sair. Não tem que elogiar efusivamente, nem dar palpite o tempo todo.

Pra ser amigo de alguém não é preciso usar a roupa da moda ou ter o carro do momento. Não é necessário pagar a conta de ninguém.

Pra ser amigo de alguém não é preciso estar o tempo todo do lado, grudado, nem saber tudo o que acontece na vida do outro.

Pra ser amigo de alguém as coisas simples são suficientes: basta saber ouvir. Basta respeitar, considerar, querer bem. Basta um abraço apertado, uma conversa sincera em um momento difícil. Afinal de contas, são nos gestos mais singelos que identificamos as atitudes mais nobres!


Be.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

NASCER E SER MENINA



             A ciência prova que os espermatozóides femininos sobrevivem por mais tempo que os masculinos e tem preferência por meio ácido, ou seja, mesmo em condições adversas, somos capazes de resistir mais... e ainda nem existimos. Antes mesmo de nos tornarmos um ser vivo já mostramos nossa força.
         Nascer e ser uma menina não é fácil. Desde pequenas somos constantemente lembradas que existem coisas de meninas e coisas de meninos. Ensinam-nos a sentar, a falar baixo, comer de boca fechada. Somos enfeitadas como bonecas e não podemos nos sujar ou amarrotar o vestido rosa de babados e fitas. Felizes as que vivem como crianças, assexuadas, livres para serem e pensarem como quiserem.
            Mas existem coisas que só uma menina pode saber. São essas coisas de menina, complicadas e divertidas que nos tornam tão especiais. Fortes e frágeis, inseguras e conscientes, um mar de contradições que nos tornam únicas.
            Foi concedido a nós, meninas, o dom divino de dar à luz e de suportar todas as dores que acompanham o nascimento de um bebê. Não choramos de dor, suportamos cada contração, mas não conseguimos segurar a emoção diante do primeiro som que ouvimos do nosso filho, da nossa cria!
           Apaixonadamente nos entregamos a cada grande amor que surge em nossas vidas, porque cada amor é único, e grande, e especial. Somos dotadas de um amor imenso que não dividimos, compartilhamos.
           Ser menina é ser sentimento à flor da pele. É cheiro, contato, olhar. Menina precisa de calor, de ouvidos, de abraço, o resto ela corre atrás, batalha, vira bicho se preciso for para proteger quem ama e para conseguir o que quer.
           Estar menina é um estado de espírito, é atrair para si toda a alegria e paixão de viver. É ser extremos: ternura e brutalidade, certeza e neuroses, amar e odiar. Rir e chorar numa mesma frase sem parecer louca.
            E quem disse que nascer e ser uma menina seria fácil?




JULIANA

sábado, 10 de julho de 2010

Ser Inteligente




Queria voltar ao tempo em que ser inteligente era elogio, e não um empecilho!  Hoje em dia ser menos é o que vale mais...ser menos esperta.

Como diz a minha mãe: “ mulher esperta demais assusta homem, tem que ser menos!!!” Nunca imaginei que ouviria isto dela um dia. A explicação que ela me deu até que é bem simples: quando mostramos de cara tudo do que somos capazes, assustamos as pessoas, a inteligência está em saber o que, e quando, mostrar. Segundo ela, uma pessoa realmente esperta guarda tudo o que sabe, e conduz a situação a seu favor deixando que o outro acredite que ele “está no comando”. 

Conselho de mãe não se discute, eu sei, mas fiquei pensando que, de uma certa forma, isto vai contra tudo o que imaginava ser certo. O certo não é a gente ser sincero e falar o que sente? Não é mostrar suas qualidades pra conquistar o outro? Seguindo esta linha de raciocínio eu devo então pensar no que NÃO dizer.

Eu sempre fui do tipo que resolve tudo sozinha: troco lâmpada, arrumo vazamento de cano, furo parede, monto armário e tudo que vier com um guia de montagem. Eu costumava me orgulhar disto...mas seguindo o conselho de mãe, mesmo sabendo de tudo isto, devo pedir ajuda, mostrar dependência, “fica mais bonitinho mulher dependente”.

Eu gosto de dar presentes, mostrar meu carinho sem me importar com o tamanho ou o preço dele: vi, gostei, achei que o rapaz merece, então compro. E ponto! Mas aí o mocinho se acha, e pior, passa a imaginar que o presente é um contrato e resolve sumir. Um dia, conversando disso com uma amiga ouvi a seguinte frase: “Mulher não dá presente, dá lembrança!” Mais uma vez a história do “menos ser mais”.

Resumindo: não posso falar tudo o que penso, nem fazer tudo o que sei, nem expor tudo o que sinto e muito menos demonstrar com algo concreto o carinho que cultivei. Fica então a pergunta: existe mesmo alguém que se encante com uma pessoa que esconde tudo, ou quase tudo, que sabe? Qual o limite entre o mistério que se cria para despertar aquela vontade de conhecer mais a outra pessoa e a manipulação dos sentimentos no intuito de “enganar” o outro fazendo-o crer que ele é quem comanda?


JULIANA

domingo, 27 de junho de 2010

A vaidade feminina


Pra começar com o pé, a mão, a orelha (e tudo o mais que for duplo em nossos corpos) direitos, acreditamos que nada melhor do que uma crônica sobre as mulheres. Mulheres que, como nós, Betânea e Juliana, batalham, todos os dias, por uma vida melhor, mais justa, mais leve e mais bonita, pra todos!

Mulheres que, nos tempos de hoje, já nascem com “obrigações” a mais. Além de cuidar da casa e dos possíveis filhos e marido, precisam estudar, trabalhar, ser bem sucedidas profissionalmente e estar sempre bonitas, perfumadas e bem dispostas. Talvez fosse mais fácil ser mulher antigamente!!!

Mas não é bem assim... Estamos apenas nos deparando com o fruto de todo o feminismo já pregado até hoje (e muito bem pregado, diga-se de passagem). Contudo, não podemos generalizar este feminismo, de forma a impor os seus preceitos em temas que, definitivamente, não merecem esta imposição. Cada um seu no quadrado, minha gente...

Por exemplo, o que há de errado com o instinto natural de busca pela beleza, característico das mulheres??? Desde os primórdios das civilizações as mulheres se enfeitam, se pintam, se arrumam... Por que motivo devemos negar tudo isso agora? O fato é que, se desejamos nos destacar cada vez mais em um mundo tão machista, por que não tentarmos ser melhores também para nós mesmas?

Atualmente somos muito criticadas por buscarmos a perfeição física, por meio de um padrão de beleza imposto pela sociedade: próteses de silicone, aplicações de botox, inúmeras horas na academia, dietas rigorosas. Concordamos que tudo o que é em excesso faz mal e, justamente por isso, devemos analisar essas críticas com cuidado. Afinal de contas, que problema existe com a vaidade feminina, desde que ela se manifeste de forma moderada?

A questão não é fazermos parte de um exército, uniformizado, com a mesma cara, os mesmos cabelos e as mesmas medidas, mas sim tentarmos enfatizar a nossa beleza característica, que nos diferencia e nos torna únicas, especiais e lindas.

Vale ressaltar que ao culparmos a ciência e os avanços tecnológicos - que nos tornam cada vez mais belas - por nos deixarem fúteis e burras, estaremos nos esquecendo das inúmeras cientistas, médicas, químicas, biólogas, dentistas, cabeleireiras, manicures e todas as profissionais que, de uma forma ou de outra, contribuem com determinação, inteligência e muito trabalho para que sejamos mais bonitas, confiantes e felizes. Felizes sim, é claro! Ou ninguém nunca notou que as mulheres que têm auto-estima elevada produzem mais no trabalho, são melhores amantes e tem mais senso de humor?

Além disso, nem toda mulher feia é inteligente e, muito menos, nem toda mulher bonita é burra. Por que não podemos ser inteligentes, trabalhadoras, dedicadas e bonitas? Bora lá, mulherada, mãos à obra! Vamos valorizar aquilo que temos de melhor! Essa história de generalizar o feminismo não está com nada!!! As mulheres não precisam tentar se igualar aos homens o tempo todo. Podem viver em comum acordo e, em vez de ficarem tentando competir - em uma batalha que definitivamente é desigual - homens e mulheres devem se encontrar exatamente nas suas diferenças, de modo que se respeitem, se ajudem e se completem.

Be