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segunda-feira, 11 de julho de 2011

REVIRANDO O BAÚ

       

  Todos os dias, milhares de lindas histórias de amor acabam! Todas as juras  e todos os planos simplesmente deixam de existir. Restam as lembranças e as saudades. Mas amor acaba mesmo? 
         Aquela máxima de que tudo tem um começo e um fim nunca me convenceu. Para mim, o que é verdadeiro dura para sempre. Não é uma visão romântica da vida...pelo contrário: é fato! Amor de mãe e filho acaba? Então porque o amor, na sua versão romântica, tem que ter um prazo de validade? 
           O que passa é a paixão desenfreada, a posse, o querer ser dono de alguém que, um dia, se cansa de ser o objeto do outro. Você já pensou em quantas pessoas já passaram pela sua vida e foram embora? Quantas deixaram rastros? Quantas simplesmente foram esquecidas? E para quantas destas pessoas você jurou seu amor?
            Pois eu o convido a revirar o seu baú de memórias...
          Você será surpreendido pelo fato de que aquela pessoa especial ( pelo menos você julgava que ela o era) de repente possa ter virado apenas uma imagem de um retrato antigo. O tempo passou, você aprendeu a gostar de outras pessoas, a se amar, aprendeu que existem tantos lugares  para conhecer e tantas coisas novas para se fazer que todo aquele sofrimento pelo "amor" perdido passou. E melhor, você sobreviveu...
           Quem nunca teve vontade de surtar e sair gritando quando escutou de  alguém que o tempo é o melhor remédio, que tudo passa um dia? Mas o tempo cura tudo mesmo...cura e ensina que presentes não prendem amores, que ter ciúmes não é cuidar, e, acima de tudo, que amor não dói!
               Quando você remexe nas lembranças de uma história que te fez sofrer , irá perceber que, com o tempo, restaram apenas pedaços de papéis. Você relê cartas, revê fotos e quase não consegue entender porque sofreu tanto! Você é capaz de rasgar tudo como se rasgasse o jornal da semana passada...isso é amor? Não: isso foi paixão...avassaladora talvez, mas que acabou...passou. Vocês aprenderam um com o outro, inclusive que sofrimentos passam, e , se demoram a passar, é porque você não encontrou ainda o remédio certo. 
                Ninguém passa na nossa vida em vão, mas só permanecem nela os que nos despertam sentimentos nobres de respeito e admiração...e quem sabe: amor!


JULIANA
                

segunda-feira, 6 de junho de 2011

DIA DOS NAMORADOS

  

  Você já ouviu falar dos cinco estágios do luto? Raiva, negação, negociação ou barganha, culpa e aceitação. Mas o que isto tem a ver com o Dia dos Namorados? TUDO. Posso afirmar que a grande maioria já passou, ou passa por estes estágios todo ano, nesta época. Aliás, época criada pelo comércio, para ele faturar alto com os corações apaixonados...pelo menos os mais românticos. É só isso gente: não é feriado, não comemoramos nada de importante...é só uma desculpa para as lojas faturarem mais.
    Para mim, dia dos namorados tem que ser TODO DIA...é sempre bom um presente surpresa, uma declaração, um bilhete...não precisa ter data marcada para isso. Mas voltando aos nosso estágios, vou descrever cada um...será que você se encaixa em algum?

1- RAIVA:

Acontece no primeiro Dia dos Namorados que se passa sozinha. Pode ser depois de um namoro longo, ou de um rolo mais sério, não importa...o primeiro é o pior. Sentimos uma raiva imensa daquele que nos deixou, ou de nós mesmos porque o deixamos antes da comemoração! Cada vez que saímos pelas ruas e vemos as vitrines cheias de corações e frases melosas nossa vontade é de dar com a cabeça no vidro até destruir tudo. E quando achamos que as coisas não podem ficar piores damos de cara com um casal apaixonado, sorriso no rosto, beijinhos em público ...é como se fizessem de tudo para nos irritar, como se na nossa testa estivesse escrito: estou solteira e com raiva! Mas calma...isso vai passar. Respire fundo e lembre-se que é só um dia qualquer...

2- NEGAÇÃO

   Passada a raiva, depois de um tempo a gente simplesmente passa a negar que este dia existe. Arruma milhões de compromissos para o dia 12, ignora todas os amigos que namoram, vai pra uma mega balada enche a cara e reza pra esquecer tudo no dia seguinte.

3- NEGOCIAÇÃO OU BARGANHA

  Dos 5 estágios este é o mais constrangedor. Cansada de ficar sozinha e desesperada porque não encontra ninguém, começa a passar pela sua cabeça a possibilidade de ligar para o ex. Você acha que é capaz de passar uma noite com ele e que nada vai mudar. Aí começa a barganhar um encontro...tenta convencê-lo de todas as maneiras de que é só um encontro, só uma noite e que depois disso você nunca mais liga pra ele, e que afinal, vocês já se conhecem, e é melhor passar a noite com ele do que com um qualquer. Além disso, você diz que no dia seguinte vocês vão acordar super felizes e pronto. Pronto nada...ex é passado! Se você precisa convencê-lo de alguma coisa já está tudo errado. E no dia seguinte você vai se sentir triste porque tudo voltou a ser como antes, ou pior, com raiva porque ele foi super seco e só "te usou". Quem usa quem hein?

4- CULPA
          Este estágio geralmente acompanha os outros 4. Sim, porque normalmente achamos que somos culpadas pelo fim da relação, ou culpamos o outro por todos os erros que aconteceram. Culpamos o trabalho pela falta de tempo, culpamos as amigas pelos programas chatos e culpamos o universo porque não encontramos o par perfeito. Só esquecemos de um detalhe: para achar alguém precisamos, primeiro, definir o tipo de pessoa que queremos. Já ouviu aquela história de pescar do lado errado do rio e ainda reclamar porque não pega peixe? É mais ou menos isso: quem vai aos lugares errados só vai achar gente errada!

5- ACEITAÇÃO
          Quem dera se a gente pudesse chegar até aqui sem ter passado por nenhum dos outros estágios anteriores...mas não dá. O sofrimento é necessário para a gente aprender. Passados os dias ruins, a gente começa a perceber que ficar sozinha não é tão ruim assim.  A gente descobre que tem muita coisa legal para se fazer sozinha, ou com a família, ou com os amigos. Descobre que nem tudo está perdido e que um dia tudo vai dar certo...é só ter paciência. Nós somos como um rádio: quando cansamos das músicas de uma estação sintonizamos outra. Quando cansamos do tipo de pessoas que nos rodeiam precisamos mudar as nossas atitudes e "sintonizar" pessoas novas. 

  
A questão não é comemorar ou não comemorar este dia, estar ou não acompanhada, e sim, estar bem resolvida consigo mesmo! O resto é resto!

JULIANA 



quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

ESCOLHAS

  

 Um dia, andando pelo shopping você começa a achar que os manequins das lojas masculinas são sensuais e aí se dá conta de que você os está paquerando. Este é o sinal de que você está há muito tempo sozinha, e pior, CARENTE! 
   Cansada das baladas fúteis e sem esperanças de encontrar aquele cara especial, você resolve mudar de estratégia: passa a sair com um grupo de amigos em que os interesses parecem ser completamente diferentes dos seus, se entrega a estudos, família, praticamente se esconde. Talvez sua única chance de encontrar com  o tal "príncipe" seria se ele fosse um carteiro, afinal, trancada em casa, o único homem que bateria na sua porta seria ele.
   Mas o tempo passa, e você percebe que aqueles amigos não tem interesses tão diferentes assim, apenas encaram a vida de uma outra forma, e se dá conta de que isso é muito melhor do que você imaginava. Mais tranquila e se conhecendo melhor, a carência fica mais suportável, você se entrega à coisas que antes achava bobagem e descobre pontos de vista interessantes. Ainda assim, espera pelo cara especial. 
   Então, num sábado quente, numa sala fechada, em um curso no qual você não entende uma palavra sequer do que está sendo dito, ele entra! Você sente o coração bater mais forte e não entende como alguém que você nunca tinha visto antes possa mexer tanto com você...Ele está lindo, cheiroso, tudo parece perfeito...MAS NÃO É! Primeiro porque ele nem te nota, segundo porque ele não chegou sozinho...tem outra com ele. Você até tenta procurar defeitos na dita, mas acaba desistindo. É...valeu a tentativa, mas não foi desta vez!
  Passam-se algumas semanas, suas amigas insistem para você acompanhá-las numa festinha que você tem certeza que dará tudo errado: a música não faz seu tipo, o dia está quente e o lugar é abafado (aqui preciso fazer uma observação: como é que no Brasil, país tropical em que 90% do ano faz calor, ainda existam lugares públicos sem ar condicionado????). Mas também não foi desta vez...e o que parecia que ia ser um desastre vira uma maravilha! 
   Ele está lá, com os amigos, sem a tal companheira e, melhor, olhando insistentemente para você. Para melhorar ainda mais, vocês tem amigos em comum que resolvem dar uma forcinha. Vocês conversam, e mesmo falando e ouvindo tudo o que você já estava acostumada e até cansada de ouvir durante uma paquera, ele ainda lhe parece interessante. Você descobre que a dita é só uma amiga, que ele mexe muito mais com você do que qualquer outro, e passa acreditar que o universo, um dia, pode conspirar a seu favor.
    É amiga, sua maré de azar e de carência acabou. Deixe o medo do novo para trás, entregue-se aos seus instintos, porque brigar com eles e com o universo todo trabalhado pelas coincidências não dá né?
     Você passou dias arrasada, duvidando do seu valor como mulher, achando que é uma frigideira sem sua tampa. Definhou dias e dias sofrendo por um homem que nem fazia seu coração bater tão forte assim, suspirou por outros que viviam só de aparências, colocou defeitos em tantos outros e agora, que sua chance de ser feliz está na sua frente sua vontade é correr? NADA DISSO! 
    Coincidências não existem...você faz suas escolhas e são elas que determinam o resultado de tudo em sua vida. Então...escolha ser FELIZ! Acredite em seus sentimentos!!!


JULIANA
      

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

QUANTOS MOTIVOS VOCÊ TEM?

  


   Carlos Drummond escreveu um dia que "existem mil motivos para não se amar uma pessoa e apenas um para amá-la". Perdemos a maior parte do nosso tempo procurando razões para não dar certo com alguém, e nesta procura, totalmente desmedida, deixamos de ser justos e racionais. Passamos a destacar apenas os defeitos do outro: ressaltamos aqueles que gritam aos nossos olhos e inventamos tantos outros.
        Sempre nos foi mais fácil criticar do que elogiar, mesmo sabendo que o inverso é o que nos proporciona muito mais alegrias. A vida é difícil, mas insistimos em reclamar ao invés de tentármos torná-la  mais leve... 
          Reclamamos da solidão, do fato de sermos incompreendidos, mas fazemos questão de nos mantermos distantes de pessoas que só querem nosso bem. 
           Relações interpessoais não são fáceis, nunca foram! Não temos receitas ou protocolos para que elas deem certo, nunca saberemos se estamos investindo  em quem realmente nos merece ou não, mas e daí? Por que não se entregar? Por que viver pela metade?
          Acredito que quem sempre fica com um pé atrás diante de algo novo nunca dará um passo a frente...fica estático, não vive o novo, deixa passar oportunidades.
          É tão bom receber elogios, é tão melhor oferecê-los!
        Estar com alguém é aprendizado! Quando Drummond diz que é mais fácil não amar ele está certo, afinal ninguém nunca será perfeito aos nossos olhos. Mas quando ele diz que há apenas um motivo para se amar de verdade você consegue entender qual é?
        Para se amar de verdade basta envolver-se, envolvendo-se você perceberá que diferenças são motivos para aprendizados, ideias novas são motivos para reflexões, defeitos alheios são o primeiro passo para entender os nossos.
         Quem se fecha para aprender, se fecha para amar!


JULIANA
       

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

AMIZADE





"Outro dia participei de uma mesa-redonda que propunha uma discussão sobre amizade feminina. Existe mesmo? Há quem acredite que as mulheres são eternas concorrentes e, portanto, muito pouco leais.

Existe amizade feminina, sim. Amizade real, sólida e vitalícia. O que acontece é que as mulheres se envolvem muito na vida umas das outras e isto, como em qualquer relação, gera alguns mal-entendidos, ciúmes e até brigas feias, o que faz parecer que a amizade entre mulheres é frágil. Os homens são menos invasivos, não se envolvem tanto com a intimidade dos amigos. Por isso, atritam-se menos e passam a idéia de serem mais estáveis.

A amizade é o melhor e, provavelmente, o único antídoto contra a solidão. E não precisa ser uma amizade grandiloqüente, do tipo grude vinte e quatro horas e sem segredos. Uma amizade pode ser forte e leve ao mesmo tempo. E melhor ainda, se forem amizades variadas. Uma boa amiga para ser sua sócia, outra boa amiga para dar dicas de viagens, uma amiga especial para conversar sobre sentimentos escusos, outra amiga fantástica para falar sobre livros e filmes, uma amiga indispensável para lhe dar um ombro quando você está caidaça. Nenhum problema em departamentalizar. Ao menos nas amizades, viva a poligamia.

Amigos homens são igualmente imprescindíveis. Quando ouço que não existe amizade entre homem e mulher por causa da possibilidade de um envolvimento amoroso, pergunto: e daí? Qual o problema de haver uma sensualidade no ar? Todas as relações incluem alguma espécie de sedução - todas.

Amigo homem é bom porque eles não falam toda hora sobre filhos, empregadas, liquidações, esses papos xaropes. Amigo homem não faz drama, ri das nossas manias, traz novos pontos de vista sobre as coisas que nos angustiam, não pede nossas roupas emprestadas, e o que é melhor, comenta sobre suas ex-namoradas e com isso acaba nos dando dicas muito úteis para enfrentar esta tal guerra dos sexos.

Amiga de infância, amiga irmã, amigo homem, amigo gay, amigos virtuais, amigos inteligentes, amigos engraçados, amigos que não cobram, que não são rancorosos, amigos gentis, amigos que mantêm-se amigos na distância e no silêncio, todos eles ajudam a formar nossa identidade e a nos sentir protegidos nesta sociedade cada vez mais bruta e individualista. E não posso esquecer do melhor amigo de todos, e não é seu cachorro, seu gato ou seu hamster, estou falando daquele ser humano com quem a gente casou, aquela pessoa que convive conosco dia e noite, numa promiscuidade escandalosa e cujo vínculo se mantém com muita paciência, humor, respeito e solidariedade, tal qual acontece entre os verdadeiros amigos do peito."

Martha Medeiros

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A química da pele


 Química é um assunto muito complicado. E não é só quando falamos de prótons, nêutrons e elétrons. A QUÍMICA da pele consegue ser “um mol de vezes” mais complicada que as partículas atômicas.

“Ter QUÍMICA” com alguém não tem nada a ver com beleza. E não se sabe por que isso acontece, simplesmente acontece. Podemos estar com uma pessoa lindíssima e ser tudo muito sem graça. Por outro lado, é possível que uma pessoa que foge completamente dos nossos ideais de beleza nos atormente os cinco sentidos.

Basta um beijo, um carinho, um abraço, um cheiro, ou apenas um toque para que nossos corpos emitam ondas eletromagnéticas, uma verdadeira ressonância de prazer. Temos vontade de estar perto, encostado, grudado. As sensações se misturam, os desejos se despertam.

E, pra "ter QUÍMICA", não precisa ter amor. É claro que se tiver amor com QUÍMICA fica muito melhor, entretanto, na maior parte das vezes, apenas o afeto é suficiente. E apesar de tudo isso, ainda há os que evitam o contato físico, a intimidade e o afeto, na tentativa de fugir do envolvimento. Assim, quanto mais individualista é a pessoa, menos afetiva ela tende a ser.

Contudo, quando existe QUÍMICA, não tem conversa. Podemos tentar fugir, esconder, mudar de país, que a temperatura do corpo esquenta, o coração acelera e não adianta, a pele pede pele. Por isso é tão difícil deixar de estar com alguém com quem "temos QUÍMICA". Não que isso seja uma justificativa, mas que contribui, ahhhhh, contribui!


Be.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O que é ser feliz?




Minhas ideias e perspectivas do que é ser feliz baseavam-se  no sentido de encontrar quem me completasse, como se eu fosse a metade de um ser que precisasse ser preenchida por outro.

Ao percorrer caminhos que muitas vezes eu sabia que não eram os melhores, eu continuava me vendo como uma metade e, sem me conhecer, não conseguia entender o que realmente me fazia bem ou mal.

Revivendo histórias que eu não conseguia ver que já tinham terminado, simplesmente por acreditar que deveria insistir até minhas forças sumirem eu esquecia de mim, de quem eu realmente era.

Consegui entender que não sou parte e sim um inteiro quando me vi sozinha, e estando sozinha busquei novas atitudes, novos caminhos e assim aprendi que eu me basto.

Então percebi que precisava de pessoas que me acrescentassem algo, que me oferecessem coisas diferentes das que eu já tinha e, pensando igual ou diferente de mim, o que realmente importa é estar bem comigo.

Longe de todos os conceitos que eu carregara até então, pude conhecer pessoas novas, escrever uma nova história em que eu passaria a ser o personagem principal e não o coadjuvante.

O final feliz que todos esperamos muitas vezes está distante, e buscando-o desesperadamente esquecemos de viver o hoje. Encontrei pessoas que me mostram novos caminhos todos os dias, por isso procuro fazer e ser feliz agora, e agradeço cada minuto que passei sozinha, cada lágrima que derramei, cada obstáculo que superei, porque foram as dificuldades que me trouxeram o sorriso que hoje carrego!

JULIANA

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Perdão

       


        Perdoar não é fácil. Na verdade acho que muita gente confunde este sentimento, não sabe exatamente o que ele significa. Perdoar não é sentir-se bem depois de dar o troco, não é passar por cima do que magoou e muito menos esquecer o que nos fez mal. Perdoar é superar, entender o que nos levou a passar por determinada situação. 
               Isso mesmo: antes de julgar e criticar quem nos fez mal devemos avaliar o que fizemos de errado para atrair para nossas vidas alguém que nos magoa. O tipo de atitude determina o resultado das situações.
        Vejo pessoas reclamando o tempo todo sobre o que lhes acontece sem perceber o quanto são responsáveis diretamente por isso.Creditar o nosso mal a outro é mais fácil, mas não o mais correto.
               Sempre achei que o conceito de certo e errado é muito relativo e pessoal. Temos o certo e errado determinado por leis e por normas de convivência, mas temos também o que é determinado pela nossa consciência. Se eu tomo determinada atitude e acabo ferindo alguém, mas isso não me causa nenhum arrependimento simplesmente pelo fato de eu achar que tomei a decisão mais correta, cabe a quem me julgar?
           Quando dizem que sou muito paciente, ou pacífica, porque deixo de tomar atitudes extremadas com quem me magoa tento explicar meu ponto de vista: por que discutir e gastar minhas energias com alguém que, muitas vezes, nem se deu conta de que errou? Se ao colocar-se no meu lugar, o outro simplesmente não vê problemas no que fez, como vou convencê-lo de que seus atos podem ferir alguém? 
                Conversar, mostrar ao outro o que nos incomoda é o primeiro passo para que ele possa ao menos entender o quanto é capaz de machucar alguém com uma atitude impensada. O segundo passo é perdoar-se, sair da condição de coitado e sofredor e assumir a postura de compreensão. 
                    Perdoar sem julgar, entender o outro, seguir adiante sem rancor ainda é utopia, no meu ponto de vista. Por mais que sejamos compreensivos ainda fica a mágoa, mesmo que temporária. Sobram julgamentos, sentimentos contraditórios, dúvidas sobre o caráter do outro. Sentimentos que nos impedem de dar o próximo passo em paz...
                     Não acho que perdoar seja fácil, mas caminhar até o perdão é possível para qualquer um!

JULIANA


segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Traição



  
            Traição: palavra forte para se começar um texto. Mais forte que esta palavra só: traidor. Está aí um assunto delicado em que me atrevo a tocar, pois, todos, sem exceções, somos traidores. Já traímos, ou vamos trair, um parceiro, um amigo, os pais, mas, o que mais traímos com frequência é a nós mesmos, os nossos conceitos e princípios.
            Livros, revistas, amigos, já tentaram, de diversas maneiras, me convencer de que traição é relativa: homem trai porque é de sua natureza, mulher trai porque encontra outro amor, ou para se vingar, amigos traem uns aos outros porque interesses maiores atravessam seus caminhos...
            Traição é falta de AMOR: amor ao próximo, a si mesmo e à moral.
            Quando um relacionamento está no início e uma, ou até mesmo as duas pessoas envolvidas procuram algo mais em uma terceira, inventa-se a desculpa de que não há ainda um envolvimento ou compromisso grande o suficiente que pudesse impedir que algo assim aconteça.
            Desculpa!
            Tenho medo de pessoas que não se entregam inteiramente àquilo que elas mesmas se propuseram a começar. Traem assim o mais belo da relação, quebrando o encanto do conhecerem-se, do experimentar um ao outro.
            Quando um amigo deixa de ajudar ao outro porque é displicente, porque se afasta, ele trai a confiança que aquele lhe depositou.
            Quando um filho se entrega a um vício, ou coloca sua vida em risco pelo prazer de sentir o perigo, trai o cuidado e o amor que seus pais lhe concederam, gratuitamente.
            Somos traidores natos, homens ou mulheres, porque todos os dias deixamos de cumprir uma promessa, somos relapsos com as pessoas que nos amam, mudamos de opinião para agradar alguém ou , simplesmente, para evitar uma confusão.
            Traição não é relativa! Moral: tem-se ou não, assim como o amor. No entanto, enquanto continuarmos usando máscaras de bondade e não nos reconhecermos como seres imperfeitos, não conseguiremos buscar nossas verdades.
            Enquanto inventarmos desculpas para as nossas deslealdades e o nosso desrespeito com os sentimentos que as pessoas depositam em nós, não encontraremos o verdadeiro sentido de amar.
            Portanto, deixemos de lado a velha história de quem trai mais ou menos, se beijo desinteressado e sexo sem amor fora de uma relação é ou não traição, e vamos procurar a definição de RESPEITO, MORAL e AMOR para cada um de nós.

JULIANA